Políticas linguísticas em prol da integração regional acadêmica latino-americana

  • Sabine Gorovitz Universidade de Brasília
  • Angela Erazo Munoz Universidade Federal da Paraíba
  • Paula Clarice Santos Grazziotin de Jesus Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina

Resumo

A internacionalização das universidades latino-americanas vem reforçando a assimetria que
contribui para a manutenção de uma ciência monolíngue, atualmente anglófona, quando poderia
oportunizar a consolidação de um espaço acadêmico regional comum. Essa construção se dá a partir
do reconhecimento de um espaço geográfico e econômico comum, mas sobretudo de um espaço social
alicerçado em saberes científicos. Analisaremos questões específicas, como a implementação de
políticas linguísticas capazes de abrir espaço às línguas de veiculação do conhecimento global sem
prejuízo dos idiomas locais. A cooperação entre os países da América Latina poderia consolidar um
multilinguismo voltado ao desenvolvimento e à valorização das relações culturais e linguísticas entre
seus países, cumprindo sua missão decolonial. Abordaremos algumas iniciativas para a cooperação
que favorecem a circulação do conhecimento científico e tecnológico, tais como o Mercosul
Educacional e a implementação da Universidade da Integração Latino-americana (UNILA), que
indicam o potencial da educação plurilíngue, baseada na intercompreensão.

Publicado
2019-12-18
Como Citar
Gorovitz, S., Erazo Munoz, A., & Santos Grazziotin de Jesus, P. C. (2019). Políticas linguísticas em prol da integração regional acadêmica latino-americana. Revista Abehache, (16), 12 - 34. Recuperado de https://revistaabehache.com/ojs/index.php/abehache/article/view/276