Encaminhamentos para uma formação docente intercultural crítica e decolonial

Autores

  • Fernanda Tonelli Instituto Federal de São Paulo

Palavras-chave:

Formação docente, Espanhol, Cultura, Interculturalidade, Decolonialidade

Resumo

Este trabalho objetiva discutir possíveis caminhos de enfrentamento da lógica colonialista enraizada na formação de professores de espanhol. A decolonialidade (QUIJANO, 2001; GROSFOGUEL, 2008; WALSH, 2020) tem sido pensada e praticada como possibilidade de subversão do lugar ocupado por epistemes e ontologias hegemônicas que acarretam, entre outros aspectos, na invisibilidade de seres e saberes. Neste texto, iniciamos algumas reflexões sobre o componente (inter)cultural na formação do docente de línguas. Para indicar as rachaduras por onde insurgem as práticas decoloniais (WALSH, 2020), foram contemplados os saberes e as perspectivas de estudantes de licenciatura em Letras-Espanhol de uma instituição de Ensino Superior do interior paulista. Os dados apresentados são parte da pesquisa de doutoramento da autora. Por meio das vozes dos licenciandos, identifica-se a recusa de uma perspectiva de cultura mais elitizada e reivindicação por considerar aspectos que envolvem as práticas de linguagem em diálogo com sua futura atuação docente.

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Biografia do Autor

Fernanda Tonelli, Instituto Federal de São Paulo

Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Professora EBTT do Instituto Federal de São Paulo.

Publicado

24-11-2021

Como Citar

Tonelli, F. (2021). Encaminhamentos para uma formação docente intercultural crítica e decolonial. Revista Abehache, (19), 56–69. Recuperado de https://revistaabehache.com/ojs/index.php/abehache/article/view/371