A resistência boliviana em Buenos Aires
língua, enunciação e discurso
DOI:
https://doi.org/10.66436/kbmc7r55Resumo
Este artigo analisa a articulação entre a língua espanhola, o léxico e a iconografia das línguas originárias nas produções discursivas da comunidade boliviana em Buenos Aires no contexto das mobilizações contra o golpe de Estado na Bolívia em 2019. A partir da perspectiva da Semântica da Enunciação, o estudo examina três cartazes, considerando os conceitos de espaço de enunciação, cena enunciativa e processos de denominação e determinação linguístico-discursiva. Os resultados indicam que a língua espanhola estrutura a enunciação, enquanto elementos como a wiphala e a palavra wiphalazo mobilizam uma memória discursiva de resistência indígena. Observa-se ainda a construção de um sujeito enunciador coletivo e transnacional, bem como a centralidade da wiphala como regularidade discursiva que articula sentidos de identidade, luta e solidariedade política na América do Sul.
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