A resistência boliviana em Buenos Aires

língua, enunciação e discurso

Autores

DOI:

https://doi.org/10.66436/kbmc7r55

Resumo

Este artigo analisa a articulação entre a língua espanhola, o léxico e a iconografia das línguas originárias nas produções discursivas da comunidade boliviana em Buenos Aires no contexto das mobilizações contra o golpe de Estado na Bolívia em 2019. A partir da perspectiva da Semântica da Enunciação, o estudo examina três cartazes, considerando os conceitos de espaço de enunciação, cena enunciativa e processos de denominação e determinação linguístico-discursiva. Os resultados indicam que a língua espanhola estrutura a enunciação, enquanto elementos como a wiphala e a palavra wiphalazo mobilizam uma memória discursiva de resistência indígena. Observa-se ainda a construção de um sujeito enunciador coletivo e transnacional, bem como a centralidade da wiphala como regularidade discursiva que articula sentidos de identidade, luta e solidariedade política na América do Sul.

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Biografia do Autor

  • Renie Robim

    Mestre em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e doutorando na mesma instituição. Professor do ensino básico, técnico e tecnológico no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). 

Publicado

07-10-2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

ROBIM, Renie. A resistência boliviana em Buenos Aires: língua, enunciação e discurso. Revista abehache, [S. l.], n. 29, p. 238–262, 2026. DOI: 10.66436/kbmc7r55. Disponível em: https://revistaabehache.com/ojs/index.php/abehache/article/view/563. Acesso em: 10 out. 2026.