A expressão do objeto indireto no espanhol e no português brasileiro
reflexões para o ensino
DOI:
https://doi.org/10.66436/amd6mq61Resumo
Neste artigo, discutimos a gramática do espanhol e do português brasileiro na expressão do objeto indireto, considerando a variação e mudança linguística, com o objetivo de tecer reflexões para o ensino dessa função sintática da língua espanhola para aprendizes brasileiros. González (1994) demonstra assimetrias entre essas duas línguas em diferentes estruturas sintáticas, entre elas a expressão do objeto indireto. Enquanto no espanhol o pronome clítico seria obrigatório em quase todos os tipos de construções com objetos indiretos ou dativos não argumentais e se usa um sintagma introduzido pela preposição a para expressar essa função sintática (Campos, 1999; Fernández Soriano, 1999; Groppi, 2008), no português brasileiro ocorre uma perda do pronome clítico lhe e a substituição da preposição a por para (Torres-Morais e Berlinck, 2007). Apresentamos nossa prática de ensino da gramática do espanhol orientada pelas perspectivas biológica (Chomsky, 1981, 1986) e social (Labov, 2008; Weinreich, Labov e Herzog, 2009) de língua.
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